AIA - Artistas Cinéticos e Não-Objeto - 28/04/25
Para essa aula nos preparamos para um seminário, apresentando alguns dos principais artistas da teoria do não-objeto, ou que se enquadravam nesse conceito, e os artistas cinéticos. Ao nosso grupo, coube falar dos artistas Hélio Oiticica e Jean Tinguely.
Hélio Oiticica: Relevos Espaciais + Núcleos:
Oiticica não tinha em mente a teoria específica do não-objeto, mas trabalhou de forma condizente com ela e por isso é considerado. Suas obras fugiram do movimento escultural que se seguia e avançou para o espaço, trabalhando as questões de forma, som, luz e diferentes cores, que diferente dos outros que usavam principalmente as cores primárias explorou cores mais quentes e "brasileiras", dentro até do movimento Tropicália. As obras supracitadas tem relação direta, por mais que de séries diferentes, ambas trabalham com o espaço e uma nova "intenção" nele, mas são e estão em escalas diferentes e exploram formas diferentes, formas que quebram o vazio e a visão chapada.
Jean Tinguely:
Tinguely foi um artista cinético e é muito característico desse movimento. Suas obras retratam o movimento não só num "frame" como em uma estátua, mas literalmente, se movem constantemente e remetem à uma ideia futurista. Com o passar do tempo, Tinguely começou a dispor de muitas cores, formas e até mesmo de água e luz, e por mais que essas formas fornecessem a ideia de movimento e alegria, também transmitiam certa melancolia e isolamento dessas formas tão distintas do espaço na qual estavam inseridas. Sua obra mais famosa, Homage to New York, de 1960, se autodestruiu no MoMA em Nova Iorque, demostrando também a efemeridade das suas obras. Assim sendo, mesmo com todos os aspectos durante a obra e os trabalhos de perspectiva dessa, ela tinha validade e podia ser apreciada, interpretada e completa por um curto período de tempo.
Esses artistas e os outros que estudamos foram essenciais no melhor entendimento dos não-objetos, já que eles retratam essa "realidade" de forma única e dão a ideia de presentação de uma forma, típica do não-objeto, além de claro, provocar ainda mais o pensamento crítico e reflexão acerca do tema.

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